CeBIT2011 – Relato de participação

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por Victory Fernandes e Gilmar Fernandes

Introdução

Como forma de nos manter atualizados e conectados com o mercado nacional de tecnologia, mais especificamente automação industrial e desenvolvimento de software, procuramos realizar no mínimo duas viagens anuais para visita e participação em eventos da área aqui no Brasil, sejam estes eventos feiras ou congressos, dos quais procuramos participar como visitantes, palestrantes ou expositores. Temos feito isso há mais de 10 anos e na grande maioria das vezes o destino é São Paulo, que concentra a grande maioria dos eventos no setor.

Há alguns anos desejávamos expandir esta atuação incluindo no calendário pelo menos uma visita bi-anual a eventos no exterior. A participação em eventos desta natureza é imprescindível para conhecer as novidades do mercado, antecipar tendências, realizar contatos com clientes e fornecedores. A expansão para o exterior potencializa estas ações, ampliando significativamente os horizontes.

Procurando incentivar uma participação cada vez maior da nossa comunidade de empresas e desenvolvedores em eventos nacionais e internacionais, neste artigo relatamos de forma breve a experiência de visita à CeBIT2011, evento realizado anualmente na cidade de Hannover – Alemanha, considerado o maior evento mundial de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e que este ano foi realizado de 1° a 5 de Março.

A iniciativa de expansão da empresa incluindo a presença bi-anual em eventos internacionais está sendo feita em conjunto com participação da empresa no programa SEBRAE+ (www.sebrae.com.br), um programa nacional, voltado para empresas com mais de dois anos de funcionamento, mais de 9 funcionários e que já superaram questões básicas de gestão e planejado para quem tem interesse em expandir seus negócios, que buscam novos modelos de gestão e a evolução dos negócios. Dentre diversas iniciativas o programa contempla cursos como “Internacionalização da micro e pequena empresa” onde são abordadas questões estratégicas para Internacionalização de produtos e serviços incluindo horas de consultoria presencial na empresa.

Sobre Hannover

Hannover é conhecida internacionalmente como a cidade das feiras e grandes eventos de exposição, isso devido a um mega complexo instalado nos arredores da cidade com estrutura completa para receber milhares de visitantes em eventos únicos ou simultâneos em seus 27 pavilhões.

Para se ter uma idéia da magnitude da estrutura criada, o complexo tem 2.500.000 m²  de área, sendo 1.521.400 m² destinados somente para exposições. A cidade recebe uma média anual de 53 feiras e exposições, totalizando aproximadamente 2 milhões de visitantes por ano (quase quatro vezes a sua população).

Na área de tecnologia, os eventos de maior destaque são a CeBIT, que ocorre anualmente, sempre no mês de Março, e tem foco em Tecnologia da Informação, Telecomunicações, Software e Serviços, e a Hannover Messe, que ocorre anualmente sempre no mês de Abril e é focada no Setor Industrial. Uma lista completa dos principais eventos realizados em Hannover pode ser obtida no site da Deutche Messe, uma empresa de consultoria e planejamento, representante exclusiva para o Brasil desde 1979 da DEUTSCHE MESSE AG, conceituada empresa alemã promotora das feiras de Hannover.

No alemão “Messe” significa “Feira” em português, equivalente a “Fair” no inglês.

Localizada no norte da Alemanha e com pouco mais de 500 mil habitantes, Hannover é uma cidade pequena, que além de contar com um excelente aeroporto, desempenha um papel relevante ao conectar por via férrea as principais cidades do leste e oeste, bem como do norte ao sul da Alemanha, tornando-a um ponto de encontro central e de fácil acesso na Europa. Detalhes sobre a cidade podem ser encontrados no site oficial

A cidade tem uma ótima cobertura de metrô e trens e, a partir da estação central, mostrada na Figura 01, você pode ir a literalmente qualquer lugar da Alemanha. No site do evento você encontra mapas e instruções de como chegar até a cidade e ao local do evento, de diversas formas diferentes.

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Sobre a CeBIT2011

Com 30 anos de história, a CeBIT se consagrou como o maior evento mundial de TIC. O evento deste ano teve como tema “Viver e trabalhar na nuvem” e a Turquia como principal país parceiro. De acordo com números oficiais, o evento contou com 339 mil visitantes de 90 países ao redor do mundo.

A CeBIT2011 ocupou 17 dos 27 pavilhões do complexo, como pode ser visto no mapa do evento mostrado na Figura 02. O evento foi dividido em quatro trilhas diferentes: a CeBIT pro, orientada para o usuário profissional; a CeBIT gov, voltada para os usuários do setor público; a CeBIT life, para os profissionais e fãs de tecnologia; e a CeBIT lab, plataforma para as universidades e institutos de pesquisa.

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Para se ter uma idéia da relevância deste evento, basta dizer que a abertura foi feita pela chefe do governo alemão, a Chanceler Angela Merkel, destacou o papel das novas tecnologias de TI, como a internet, o celular e as redes sociais, nas revoltas que aconteceram nos países árabes e norte africanos, como Tunísia e Egito.

“Nesses primeiros dias de 2011, comprovamos como as tecnologias de informação e comunicação podem incentivar movimentos e mudanças sociais, como as revoluções em muitos países árabes”, disse a chefe do governo alemão.

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Sobre a participação oficial Brasileira no evento

Pela 12ª vez consecutiva, a SOFTEX - Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro organizou a presença da delegação oficial brasileira na CeBIT. A iniciativa é uma das ações do Projeto Setorial Integrado para Exportação de Software e Serviços de TI (PSI-SW), desenvolvido pela SOFTEX com o apoio técnico e financeiro da APEX – Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, do MCT – Ministério de Ciência e Tecnologia e da FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos.

Conforme explica Arnaldo Bacha, vice-presidente executivo da SOFTEX, em artigos e notícias publicadas no site da SOFTEX, “O objetivo principal da participação das companhias nacionais na CeBIT é a prospecção de novos negócios, a formação de parcerias e a realização de benchmarking de forma a ampliar a rede de relacionamento internacional dessas corporações, principalmente nos países que integram o grupo EMEA – Europe, Meadle East e Asia”.

O Brasil contou com um stand de exposição coletivo onde estiveram presentes quatorze empresas brasileiras, são elas: Curitiba Offshore Center, Datacoper, Inovare (Paraná), CSI, Interact, Steffen & Pozzi, Spleet, STA Tecnologia, Unacorp, (Porto Alegre), Destaque Empreendimentos (Rio de Janeiro), Eccox, Trevisan, SCA e GZ Sistemas (São Paulo).

No artigo entitulado “CeBIT2011 supera expectativa” também disponível no site da SOFTEX, são enumerados alguns dos resultados positivos obtidos pelas empresas participantes, tais como a Eccox, que conquistou diversas parcerias com empresas internacionais, a partir de contatos iniciados na participação na CeBIT do ano passado. “Fechamos parcerias com quatro empresas em Israel, duas na Itália e duas na Alemanha”, contabiliza Maurício da Costa e Silva, diretor-presidente.

Sobre a nossa participação como visitante no evento

Podemos dizer que estamos acostumados aos grandes eventos no Brasil. Incluímos no nosso calendário a participação como visitante nos mesmos, já tendo inclusive participado como expositor na Rio Oil & Gas 2008, evento bi-anual que na sua 15ª edição em 2010 contou com 53 mil visitantes, de 51 países.

Aqueles que conhecem a Rio Oil & Gas sabem que é um evento grandioso, considerado o maior evento do setor na América latina, e que em 2010 ocupou cinco pavilhões do Riocentro, além de duas tendas anexas montadas especialmente para este ano, totalizando uma área de 37 mil m² de stands. Além da feira, o evento é acompanhado de um congresso de alto nível onde foram apresentados este ano 770 trabalhos técnicos e contou com 4,3 mil congressistas oriundos de 28 países.

Para os padrões brasileiros, o Rio Oil & Gas é um evento de grande porte, e impressiona aqueles que o visitam pela primeira vez. Acontece que este que hoje pode ser considerado um dos maiores eventos do Brasil recebe apenas 53 mil visitantes e ocupa 5 pavilhões do RioCentro, o que se torna pequeno quando comparado aos 339 mil visitantes da CeBIT 2011 espalhados em seus 17 pavilhões. Mesmo aqueles acostumados aos maiores eventos brasileiros saem de lá realmente impressionados pelo tamanho e infra-estrutura montada para receber a CeBIT, como foi o caso da nossa primeira participação em evento no exterior.

A viagem

Realizamos todo o processo de orçamento das passagens pela internet e após consultar diferentes companhias aéreas e roteiros com destino para Europa, tais com TAM e Lufthansa, optamos pela Condor que tem vôos diretos de ida e volta com rota Salvador – Frankfurt – Hannover, todas as quartas-feiras e domingos.

Como o evento aconteceu de 1° a 5 de Março, ou seja, de terça a sábado, foi necessário optar por passagens com saída no domingo e retorno no domingo, totalizando 1 semana de estadia na Alemanha.

O vôo Salvador –Frankfurt tem duração aproximada de 11 horas e em seguida realizamos uma conexão de 40 minutos para Hannover, com tempo de espera em solo de 2 horas. A opção de vôos diretos é muito bem vinda. Caso contrário teríamos de voar por 2,5 horas até São Paulo e atrasar a viagem ainda mais ao incluir escalas ou conexões.

O valor das passagens de ida e volta foi de €1029/pessoa.

Uma vez no avião, a língua oficial é o Inglês ou Alemão, pois não havia comissários no vôo falando português. Daí em diante é necessário ter o inglês e/ou o alemão fluente. O nosso alemão iniciante não nos permitia muita coisa além do básico, mas não tivemos dificuldades em nos comunicar usando apenas o inglês durante toda a viagem.

A hospedagem

Conforme citado anteriormente Hannover é uma cidade pequena, com pouco mais de 500 mil habitantes, mas que recebe anualmente mais de 2 milhões de visitantes por conta dos eventos realizados. Destes, somente na CeBIT2011 estiveram presentes 339 mil, ou seja, por mais que a cidade esteja preparada para receber visitantes, em 5 dias de evento a cidade sofre um crescimento de 67% na sua população.

O reflexo disso são os preços da hospedagem, que em período de evento atingem valores absurdos de €100 a €160 por quartos em hotéis e pousadas (“bed-and-breakfast”) extremamente simples, que em outras partes da Europa ou em outras épocas do ano não custariam mais de €40.

A situação no nosso caso foi agravada ainda pela falta de antecedência com a qual planejamos a viagem. Compramos passagens e iniciamos a busca por hospedagem com apenas 3 meses de antecedência e a grande maioria dos locais de hospedagem já se encontravam lotados para semana do evento. Acreditamos que a melhor opção seja programar a viagem e fazer as reservas com no mínimo 6 meses de antecedência.

Como faltam leitos na hotelaria, é muito comum o aluguel de quartos, kitnets e apartamentos no período do evento e há agências especializadas no setor. Uma boa indicação de busca no Google é por “Hannover Zimmer”, onde “Zimmer” significa “Quarto” em alemão.

Seguindo sugestões apresentadas no curso de internacionalização do SEBRAE, que ressaltou a importância de se procurar conhecer a fundo a cultura local dos países, de forma a evitar problemas de comunicação e barreiras culturais, morais e religiosas, optamos por aproveitar a oportunidade e dar chance a uma forma pouco comum de hospedagem em visitas comerciais, a hospedagem em casa de família através do site www.couchsurfing.org.

O CouchSurfing, conforme mostrado na Figura 04, é uma comunidade virtual extremamente ativa de pessoas espalhadas ao redor do mundo interessadas em receber em suas casas, sem custos, visitantes de outros países com o único intuito de trocar experiências, conhecer novas culturas e fazer novos amigos.

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Realizamos o cadastro na comunidade e em pouco tempo conseguimos retorno positivo de três pessoas das quais escolhemos a primeira, que além de dar retorno positivo pelo site entrou em contato telefônico no dia seguinte do envio do pedido. Todos que responderam positivamente foram muito atenciosos e estavam ávidos por conhecer mais sobre o Brasil e quem sabe um dia me visitar, hospedando-se em nossa residência durante uma futura viagem ao Brasil.

A grande vantagem desta alternativa era a possibilidade de passar uma semana imersos em uma família alemã, conhecer sua cultura e costumes. Como desvantagem, a possibilidade de dar tudo errado. Afinal tudo que tínhamos era a intenção positiva dos mesmos em nos receber, um endereço e seus telefones fixo e celular.

A experiência foi excelente! Fomos muito bem recebidos, muito bem tratados durante todo o período que estivemos lá, tivemos a oportunidade de conversar por horas com todos os integrantes da família e ganhar muito mais conhecimento sobre a cultura e costumes alemães de forma a reduzir o impacto e eventuais barreiras que possam surgir durante futuras negociações internacionais, além de ter acesso muito mais fácil a pessoas disponíveis para tirar dúvidas locais.

O evento

Durante o inverno deste ano a menor temperatura em Hannover chegou a -15 ºC. O evento acontece no mês de Março, ou seja, final de inverno europeu. Importante saber que ainda faz frio durante esta época do ano em Hannover. A temperatura máxima durante a semana do evento foi de 10 ºC e a mínima chegou a -5 ºC.

Não houve chuva e somente nas madrugadas havia principio de neve, suficiente apenas para cobrir os carros com uma fina camada de gelo pela manhã.

A entrada pode ser comprada com antecedência pela internet diretamente no site do evento e custou €77/pessoa para todos os dias de evento ou €40/pessoa para dias individuais. O elevado valor da entrada para dias individuais sinaliza o pouco interesse da organização do evento em receber pessoas que não tenham como principal objetivo a presença para fins de negócios durante todo o evento, por exemplo, publico local. Era possível adquirir meia-entrada para estudantes, mas somente no dia de sábado. Menores de 18 anos não eram permitidos e idades entre 16 e 18 só poderiam ter acesso no sábado desde que acompanhado de um maior responsável.

A compra do ticket de todos os dias do evento dá direito ao uso do transporte público (ônibus e trem) durante o horário do evento o que reduz significativamente os custos de transporte e já justifica o preço da entrada, uma vez que o ticket para um dia de metrô custa €4.5. Ao utilizar o transporte público é preciso transitar pela cidade com o ticket do evento em mãos, conforme mostrado na Figura 05, uma vez que as estações de metrô de Hannover não tem sequer catracas para controle de acesso. Existem fiscais que podem eventualmente abordá-lo e solicitar o passe. Em uma semana fomos abordados apenas uma única vez, e caso não esteja regular a multa é muito cara.

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O evento fica aberto para visitação de 10 às 17hrs. Tipicamente o que fizemos foi aproveitar as manhãs para acordar cedo, conversar com a família alemã e depois sair para passear pela cidade, retornando para casa perto do horário do almoço, para então tomar banho, se arrumar e sair para o evento, almoçando no meio do caminho e procurando estar no evento sempre às 13hrs. A alimentação girava em torno de €20 por refeição.

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Terno e gravata são indispensáveis como vestimenta padrão do evento. No entanto, é preciso utilizar segunda pele e roupas por baixo do terno para evitar o frio nos locais externos. Apesar de não fazer frio dentro dos pavilhões é comum ter de cruzar algumas distâncias em local aberto ao sair de um pavilhão em direção ao outro.

É preciso estar disposto a caminhar muito durante todos os dias. Um sapato confortável é indispensável, pois realmente se caminha muito para percorrer todos os 17 pavilhões, sem deixar passar nada. É interessante traçar estratégias para visitação dos stands e marcar no mapa quais os locais já visitados, quais ainda quer revisitar. Ao final do quinto dia nossos pés estavam acabados de tanto caminhar.

Como estratégia, utilizamos o primeiro dia apenas para rodar o evento em linha reta, garantir que passávamos em todos os pavilhões, sem parar para conversar nos stands, apenas verificando onde estavam as coisas que tínhamos maior interesse, indo por um corredor e voltando por outro, sem entrar em nenhuma das transversais. Ainda assim gastamos 4 horas para percorrer tudo! O primeiro dia serviu para definirmos as nossas prioridades. Na quarta, quinta, sexta e sábado visitamos uma a uma as empresas que gostaríamos de parar para conversar, passando no mínimo 4 horas por dia no evento.

Nos stands, é preciso estar preparado para esperar um pouco por explicações, pois é comum as empresas menores terem apenas 1 ou 2 “english speakers” e, em alguns casos, com fortes sotaques vindos de todas as partes do mundo. Além disso da quinta-feira em diante o evento vai ficando cada vez mais cheio, como pode ser visto na Figura 07. Na ausência do alemão, em algumas raras oportunidades utilizamos também o espanhol e o português para se comunicar, com destaque para a presença de empresas espanholas e portuguesas.

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A grande sensação do momento era a computação nas nuvens, tema central do evento. Estava espalhado em grande número de stands com chamadas para “Cloud-Computing” ou “… in der Wolke”. Como empresa visitante, procurávamos oportunidades de representação, out-sourcing ou consultoria de localização para entrada de produtos estrangeiros no Brasil, bem como a possibilidade de ofertar nossos produtos e serviços para o exterior. Empresas de software do mundo todo estavam expondo seus produtos e soluções, muitas delas interessadas em entrar ou expandir atuação no Brasil.

Um setor muito interessante do evento era o pavilhão destinado a pesquisa e universidades. Havia a oportunidade de se ter contato com laboratórios de pesquisa e pesquisadores do mundo todo, demonstrando muitas coisas que ainda estavam em pesquisa nos laboratórios, produtos em busca de investidores e novas tecnologias em geral, a exemplo de sistemas de controle por comandos cerebrais, mostrado na Figura 08 e robôs para interação autônoma com público e aplicações de segurança patrimonial, mostrado na Figura 09.

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No pavilhão de entretenimento, muitas empresas apresentando soluções para jogos, novos jogos, empresas de jogos em busca de investidores e à procura de desenvolvedores, além de uma mega estrutura de campeonato de jogos de batalha, cujos resultados eram acompanhados por platéias enormes e torcidas organizadas, como mostrado na Figura 10.

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Conclusão

Sobre a participação brasileira no evento, particularmente consideramos que foi extremamente tímida, perdida em um mar de stands maiores, incluindo participações mais exuberantes de países com menor representatividade comercial que o nosso. Um stand coletivo dividido em 14 balcões, onde encontravam-se cada uma das 14 empresas que fizeram parte da delegação. Precisamos mudar esta realidade. Participar mais e apoiar mais iniciativas como esta. Aumentar a presença brasileira em eventos deste porte no exterior, seja como visitantes ou como expositores. O esforço da SOFTEX é louvável e deve ser parabenizado e reconhecido. Mas o potencial do mercado de TIC no Brasil é muito maior que isso e a grande maioria das grandes empresas do setor não se fizeram presentes. É preciso que desde as pequenas até as grandes empresas, bem como os profissionais independentes brasileiros acordem para a necessidade de internacionalizar nossos produtos e serviços!

Como críticas àqueles que como nós estão iniciando, somente agora, ou ainda não iniciaram a saída do país, fica o alerta, estamos atrasados e ficando para trás! Como crítica àqueles que já estavam lá como expositores participando da delegação brasileira no evento, fica o fato de que no sábado não havia mais ninguém no stand brasileiro!

Seguindo padrão alemão de organização, na saída do ultimo dia do evento de 2011 já avistávamos enormes placas sinalizando a data confirmada do evento no ano seguinte. A próxima CeBIT já está com data marcada, 06 a 10 Março de 2012 e a Hannover-Messe confirmada para 23 a 27 de Abril de 2012. No próximo ano estaremos presentes na Hannover-Messe, com o objetivo inicial de visitar os dois eventos alternadamente, todos os anos daqui para frente.

Esperamos que o relato da nossa experiência de participação na CeBIT2011 possa servir de incentivo para que outros desenvolvedores ampliem seus horizontes e passem a incluir no seu calendário de eventos pelo menos uma participação em evento no exterior a cada dois anos. Procuramos aqui detalhar ao máximo as etapas e custos da viagem com o objetivo de desmistificar o processo como um todo e mostrar que tudo isso é possível e na verdade muito mais fácil do que parece!

O saldo da viagem foi extremamente positivo. Muitas das tecnologias que tivemos a oportunidade de ver são tendências que podem levar de 1 a 2 anos para chegar no Brasil. O valor da rede de contatos que realizamos poderá ser mais claramente percebido a medida que formos amadurecendo a nossa participação em eventos desta natureza no exterior, potencializando nossas ações e ampliando significativamente nossos horizontes de atuação profissional.

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